As 4 Leis do Espelho
Um reflexo nosso no outro
Bárbara Biana
2/1/20262 min read
Essas leis se aplicam (normalmente) quando nos sentimos muito afetados pelo outro, por quem ele é ou pelo que ele faz. Não é uma regra fixa, então não se apegue fortemente a elas; use-as mais como uma bússola, um direcionamento, uma ferramenta a mais para o seu autoconhecimento. Lembre-se de que somos seres individuais, complexos, cada um com sua própria história, e isso nos coloca muito além de rótulos. Nossos processos são como várias peças de lego que se encaixam, e as Leis do Espelho podem ser apenas uma dessas peças no processo que você está vivendo. Combinado? Então, vamos lá!
Lei 1:
Tudo que me irrita, incomoda ou quero mudar no outro está dentro de mim e preciso reconhecer e integrar.
Essa é a mais desafiadora de todas, porque ninguém quer reconhecer que precisa de uma dose (mesmo que pequena) daquilo que tanto critica. Aqui cabe bem a frase "A diferença entre remédio e veneno é a dose." Pode ser que você ache o outro folgado demais, falante demais, bagunceiro demais, mas provavelmente você precisa de uma pequena dose disso.
Lei 2:
Tudo que o outro aponta em mim como crítica, se me incomoda, está dentro de mim e preciso enxergar, reconhecer e trabalhar nisso.
Essa dói bastante, especialmente quando quem nos critica é alguém muito próximo. Há uma série na Netflix chamada "Invejosa" em que podemos ver claramente essa lei em ação. Muitas vezes, negamos a possibilidade de sermos algo "ruim", mesmo quando essa característica é apontada por quem nos conhece bem.
Lei 3:
Tudo o que gosto e admiro no outro também está dentro de mim. E, se não reconheço, preciso integrar e reconhecer.
Muitas vezes elogiamos e admiramos o outro sem perceber que também possuímos essa qualidade, o que pode até levar a um "endeusamento" da outra pessoa. É necessário reconhecermos que temos essas qualidades em nós mesmos.
Lei 4:
Tudo o que o outro me aponta, julga ou critica, e que não me afeta, é sobre o outro e não sobre mim.
Diferente da Lei 2, aqui não nos sentimos afetados pelo que o outro diz; não causa dor, tristeza, chateação ou incômodo. Aqui, entendemos que o outro está vivendo a Lei 1 em sua própria vida, e que é sobre ele, e não sobre nós. Essa é libertadora, né?
E então, me conta: você conseguiu identificar se está vivendo alguma dessas leis neste momento?
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